Job Crafting: entenda o que é esse conceito e comece a implementar!

3 meses atrás - por: Fernanda Fuhrmeister

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Em busca de um melhor desempenho, as empresas têm ofertado aos funcionários a oportunidade de rever suas atividades, de modo a deixá-las mais significativas e alinhadas com os propósitos do time interno. Estamos falando do Job Crafting.

O termo significa algo como “emprego feito à mão”, um conjunto de técnicas que auxilia os profissionais a reconfigurar a função que desempenha, já que, com as mudanças sociais e tecnológicas, a definição das características fundamentais de um trabalho já não está somente nas mãos da organização. 

Quer saber mais sobre o que é o Job Crafting e como implantá-lo na sua empresa? Então continue com a leitura!

Como surgiu o Job Crafting?

O conceito do Job Crafting surgiu a partir de uma pesquisa conduzida por duas professoras universitárias — Amy Wrzesniewski (Yale School of Management) e Jane Dutton (Universidade de Michigan) — em 2001.

A pesquisa observou um grupo de trabalhadores cuja atividade era pouco valorizada. As entrevistas ocorreram com uma equipe de limpeza de um hospital com o objetivo de verificar as diferentes percepções de profissionais que assumem a mesma função. O resultado observado foi uma enorme diferença na maneira como os funcionários percebiam seu emprego.

A primeira equipe demostrou pouco engajamento e motivação, revelando que desenvolvia as atividades somente para receber seu salário no fim do mês. Já a segunda equipe conseguia enxergar no seu ofício uma atividade relevante e que contribuía para a cura dos pacientes. A esse fenômeno foi dado o nome de Job Crafting. 

O que é Job Crafting?

Podemos entender que Job Crafting diz respeito a uma definição para o redesenho do sentido do próprio trabalho. Em outras palavras: é quando os colaboradores se colocam como protagonistas de suas atividades e experiências, transformando o seu trabalho em algo com significado.

Nesse cenário, podemos observar uma reformulação física, cognitiva e social a partir das atividades realizadas na organização, o que vem a promover altos índices de resiliência, mais engajamento e satisfação com a empresa.

Podemos entender, então, que Job Crafting é a representação da proatividade. Ele torna possível que cada um faça seu conjunto único de potencialidades para transformar seu trabalho em algo de grande valor.

Isso é possível por meio de pequenas mudanças criativas praticadas e percebidas no trabalho cotidiano. Dessa forma, é criado um comprometimento nas condições de trabalho para melhorar de forma contínua a função e a si mesmo.

Quais as vantagens de se investir no Job Crafting?

Quando as pessoas tomam consciência do benefício gerado com o seu trabalho, consequentemente passam a sentir mais prazer em desempenhar com excelência suas funções.

Isso faz com que os profissionais enxerguem um sentido naquilo que fazem, percebendo a diferença positiva dos seus esforços na qualidade da entrega final de determinado serviço ou produto.

Os principais benefícios do Job Crafting são:

  • engajamento com a empresa;
  • valorização da função;
  • comprometimento;
  • maior satisfação e produtividade;
  • bem-estar;
  • melhor performance de trabalho;
  • curiosidade para experimentar métodos novos;
  • criatividade;
  • impactos positivos na liderança.

Qual a importância de se aderir ao Job Crafting?

O estudo realizado por Wrzesniewski e Dutton demonstrou que certas atitudes, mesmo que pequenas, caso sejam inclusas no cotidiano de trabalho, podem agregar valor ao profissional. Isso acontece porque elas estão alinhadas aos seus propósitos e interesses pessoais.

Além disso, cada profissional dá um significado específico para o trabalho. Assim, funcionários que exercem uma mesma atividade podem estar em níveis diferentes de satisfação e motivação com o emprego.

Como implementá-lo na empresa?

O Job Crafting ajuda os profissionais a redesenharem suas responsabilidades por meio da criação de um plano visual que apresenta as atividades do trabalho como um “conjunto de blocos flexíveis” ao invés de uma série de atividades que não podem ser mudadas.

Literalmente, ao quebrar a descrição do cargo, os profissionais têm condições de criar algo mais relevante, considerando as seguintes características fundamentais: paixão pelo que faz, valores e pontos fortes. Elas formam, essencialmente, a felicidade no trabalho por meio de três formas de elaboração:

  1.  Relational crafting: para modificar as relações com os outros e alterar o ponto de vista sobre o motivo pelo qual o profissional faz a sua atividade;
  2. Task crafting: para modificar as ações do cotidiano;
  3. Cognitive crafting: implica em reformular a maneira que o trabalhador enxerga sua atividade e as interações que ele tem com os outros para descobrir novas oportunidades de atuação.

Por exemplo, se sua empresa possui um gerente comercial que tem uma paixão por responsabilidade social, ele pode encontrar uma forma de conectar essa função com a sua paixão.

Assim, com uma estratégia voltada às metas alcançadas ele pode sugerir que parte dos recursos seja revestida para ajudar entidades sociais (task crafting), envolvendo outros profissionais (relational crafting) e redirecionando sua visão de trabalho (cognitive crafting).

Para que o Job Crafting aconteça de forma efetiva é muito importante as empresas estarem abertas à forma de pensar e agir dos seus funcionários. Somente assim as mudanças começarão a aparecer.

Qual a importância do Job Crafting para as organizações?

Em cenários de concorrência cada vez mais acirrada, o Job Crafting conquista cada vez mais importância. Essa diminuição de investimentos exige que os profissionais façam adaptações nas suas áreas de atuação com o objetivo de alcançar melhores resultados.

Nesse contexto, para as empresas, fazer Job Crafting é questão de sobrevivência. Sem ele, torna-se muito difícil a concretização dos resultados. Portanto, podemos entender que a estratégia faz parte da inovação e da adaptabilidade do trabalho e conduz os profissionais de forma mais clara com os seus talentos, interesses e pontos fortes.

A longo prazo, caso isso aconteça como uma parte da cultura de um ambiente de trabalho, esse fato pode fazer com que toda a organização atue de forma mais eficiente. E isso somente devido ao fato de que os profissionais estão bem alocados, o que contribui para o desenvolvido da empresa como uma importante ferramenta de Recursos Humanos.

Se você gostou deste post sobre Job Crafting, não perca tempo e comece a implementá-lo! Para ajudar nesse processo, confira também nosso artigo sobre como tornar o RH cada vez mais estratégico na empresa!

Por: Fernanda Fuhrmeister

Diretora de Customer Success na Grou, psicóloga e empresária. Sua missão é impactar positivamente pessoas e empresas através de tecnologias inovadoras para Gestão de Pessoas.

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