Metodologia DISC e a Mulher-Maravilha: conheça essa curiosa relação

11 meses atrás - por: Fernanda Fuhrmeister

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Aproveitando o lançamento do filme da Mulher-Maravilha, nossa paixão por comportamento humano e nossa empresa (Grou), fundada por três super mulheres, viemos compartilhar um pouco desta curiosa relação.

Poucas pessoas sabem, mas a metodologia DISC (base teórica para uma de nossas tecnologias – o PDA) e a heroína são fruto do mesmo criador: William Moulton Marston. Nascido em Saugus, Massachussets, em 1893, foi um psicólogo americano, teórico e inventor. Em 1928, escreveu o livro Emotions of Normal People (As Emoções das Pessoas Normais) onde publicou a tão conhecida metodologia DISC, pautada na Teoria da Personalidade com o objetivo de analisar o perfil comportamental das pessoas e seu potencial.

Entre tantas outras invenções ficou conhecido por desenvolver o polígrafo em 1920, famoso detector de mentiras, baseado na medição da pressão sistólica do sangue, que fez com que trabalhasse por 5 anos no FBI.

Na década de 40 trabalhou como consultor educacional em duas companhias que, futuramente, vieram a ser a DC Comics – uma das maiores indústrias de histórias em quadrinhos do mundo. Nesta época, ele decidiu criar um novo super-herói. Diante do domínio de personagens masculinos, Marston teve a ideia de criar uma heroína. Uma das origens desta ideia veio de pesquisas que ele já havia realizado de que as mulheres produziam mais e melhor por longos períodos de tempo e que eram mais honestas e confiáveis do que os homens.
Para ele, as mulheres deveriam ser tão livres e independentes quanto quisessem, e deveriam ter a opção de continuar os estudos em universidades se assim o desejassem – o que era o caso de Elizabeth, sua esposa, que possuía três diplomas de nível superior.

Marston queria, acima de tudo, um personagem que não triunfasse com punhos ou poderes e sim com o amor. Um herói que abraçasse a paz no lugar da violência e da guerra.

Imagine em dezembro de 1941, em meio a segunda guerra mundial e muito antes de eclodir o movimento feminista nas décadas de 60 e 70, Marston cria uma heroína para os quadrinhos, com a propaganda psicológica para um novo tipo de mulher que, segundo ele, deveria governar o mundo e seria um modelo particular do poder feminino.

A personagem não teria permissão para matar ninguém, nem estava autorizada a usar a violência, exceto em autodefesa ou em defesa de outros. O amor era – e ainda é – a chave para a força da mulher. Quando a Mulher Maravilha vence o inimigo, ela também torna possível que o vilão veja o erro dele (ou dela) além de fornecer reabilitação, utilizando seu laço mágico e fazendo com que o delinquente ou os malfeitores possam reconhecer seus erros.

A Mulher-Maravilha ganhou de Gaia, a Deusa Terra, o poder da telepatia e também o poder dos braceletes, que ao serem tocados soltam rajadas cósmicas, além, é claro, de nenhum telepata conseguir invadir sua mente, graças à tiara.

Ela foi mandada ao “mundo dos homens” para propagar a paz, sendo a defensora da verdade e da vida na luta entre os homens e o firmamento, entre os mortais e os deuses.

A super-heroína teve um impacto gigantesco no imaginário feminino pós-segunda guerra mundial através das histórias em quadrinhos. Só foi para as telas em 1974, após sete anos de tentativas. Os estúdios responsáveis pelos filmes de super-heróis hesitavam em trazer a personagem feminina para as telas porque entendiam que seu publico era estritamente masculino.

A partir desta heroína entendemos mais da personalidade de Marston, um pesquisador visionário, admirável, sendo tão atual e contemporâneo com as suas invenções e conceitos. Além de lembrar a conquista e a valorização da mulher ao longo dos anos, temos sua presença brilhante e diferenciada no ambiente de trabalho, hoje, através da metodologia DISC que se propõe a mensurar o perfil comportamental das pessoas, tão amplamente utilizada no ambiente corporativo, propiciando para as pessoas o autoconhecimento, que é a grande chave para tomada de melhores decisões. E, para as empresas, auxilia na alocação acertada dos profissionais e no melhor gerenciamento e integração de times. Ou seja, um facilitador para ambientes empresariais mais saudáveis e felizes.

Acredito que agora você tem mais uma personalidade para admirar. Nós somos fãs.

E então, gostou dessa curiosa história que originou um dos personagens mais famosos de história em quadrinhos? Compartilhe!

Por: Fernanda Fuhrmeister

Diretora de Operações na Grou, Psicóloga e empresária. Nasceu no dia de São Francisco, naturalmente protetora e apaixonada pelos animais. Sua missão é impactar positivamente as pessoas, através de seu trabalho.

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