Resiliência: a nova missão do setor RH

9 meses atrás - por: Fernanda Fuhrmeister

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O RH é um dos setores mais importantes para a empresa, responsável por conduzi-la ao sucesso por meio de profissionais engajados. Contudo, é indispensável que as pessoas nesse setor atuem com resiliência, adaptando-se às mudanças e superando os desafios.

Dentre os principais deles, é possível destacar a transformação de cunho operacional para o estratégico, a parceria com outros setores da companhia, bem como o surgimento de inovações que devem ser incorporadas com agilidade. Sem isso, não só o RH, mas todo o empreendimento pode ser prejudicado.

Pensando nisso, criamos um guia especialmente para você. Vamos falar sobre a resiliência como missão do setor de RH e as principais transformações que demandam uma nova postura na gestão de pessoas. Boa leitura!

Entendendo o que é resiliência

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro o que é resiliência. A palavra significa voltar ao estado natural, ou melhor, não deixar se abater pelas dificuldades diárias. Para muitos, essa é a característica-chave para alcançar o sucesso no que faz.

Afirmar que o RH deve ter a resiliência como missão implica em não se deixar parar por dificuldades diárias que possam surgir — e tenha certeza que de que elas surgirão!

Algumas companhias ainda veem o setor como o Departamento Pessoal (DP), responsável por realizar apenas as atividades burocráticas. Por isso, não convertem um orçamento adequado para contratação, integração e treinamentos dos profissionais.

Em outros lugares, há um sobrepeso para o setor. Mesmo as atividades que seriam de responsabilidade dos líderes de equipe — como o feedback aos liderados — é atribuída ao RH, mantendo-o ocupado com atividades-meio.

Do operacional ao estratégico

Fato é que o papel do RH mudou muito, e isso pode ser confirmado por meio de pesquisas. Organizações que investem efetivamente na gestão de pessoas possuem desempenho (em média) 51% superior à concorrência, segundo a revista Harvard Business Review.

Atualmente, não é responsabilidade do profissional de RH desempenhar apenas as atividades operacionais, como o relacionamento com os sindicatos de classe e as rescisões trabalhistas. Em alguns lugares, é possível vê-lo se responsabilizando pela construção de uma marca empregadora, implementação de sistemas de automação, utilização de grandes volumes de dados (big data) para tomar decisões e assim por diante.

Tudo isso transcende os limites até então vistos pelo setor, exigindo resiliência para os profissionais que atuam na área. É preciso ter a mente aberta e abraçar as mudanças que surgem, utilizando-as como força para continuar crescendo.

Inovações que demandam mais do RH

Dentre as principais transformações, é possível destacar:

  • sistemas de automação: as atividades dependem cada vez menos da interferência humana. Hoje, com a tecnologia correta, é possível fazer uma completa análise do perfil comportamental com apenas alguns cliques;

  • employer branding: refere-se à construção de uma marca empregadora, objetivando atrair gente talentosa para o processo de recrutamento e seleção. Para tanto, o RH deve saber usar as mídias sociais (para alcançar os candidatos) a seu favor;

  • gamificação: as antigas dinâmicas de grupo e treinamentos mais monótonos têm sido substituídos pela gamificação, um sistema que utiliza elementos lúdicos e competitivos encontrados em jogos (tanto os eletrônicos quanto os de tabuleiro) para deixar as tarefas mais divertidas e desafiadoras;

  • people analytics: consiste na tomada de decisões estratégicas com base na análise de um grande volume de dados dos profissionais. Sistemas desse tipo permitem a captação, estruturação e análise dos dados de forma estratégica;

  • gerenciamento de home office: o trabalho remoto é algo cada vez mais presente — já são milhares de postos no Brasil. É preciso que o RH se adapte a essa realidade, descobrindo como liderar pessoas à distância.

E essa é apenas a ponta do iceberg. É muito provável que tecnologias ainda mais exponenciais surjam, transformando ainda mais a forma como RH, empresa e profissionais se relacionam. Para o RH, é crucial seguir se adaptando.

Relacionamento com outros setores da empresa

Como consequência das novas atribuições e tecnologias ligadas ao RH, é cada vez mais comum vê-lo atuando em parceria com outros departamentos. Essa integração é mais um desafio a ser superado, afinal, diferentes setores de uma mesma empresa possuem subculturas que os tornam únicos — na forma de pensar, agir e reagir.

Um setor que o RH tem tido cada vez mais contato é o de marketing. É comum a construção de estratégias de endomarketing (marketing aplicado aos funcionários), a implementação de novos canais de comunicação interna e o desenvolvimento da marca empregadora.

Como as novas tecnologias permitem entrevistas online, gerenciamento de trabalho remoto e a aplicação de big data para tomada de decisões, também é comum que o RH esteja cada vez mais próximo do setor de Tecnologia da Informação (TI).

Entre colaboradores e empregadores

Não é indicado esquecer que o RH é um setor que sofre muita pressão por intermediar a relação entre a empresa e seus funcionários. O motivo é simples: os dois lados, muitas vezes, possuem objetivos completamente opostos.

Uma companhia busca reduzir seus gastos, assim eliminando custos que possam afetar sua taxa de lucratividade — o que pode incluir comissões, treinamentos e premiações. Os profissionais, por outro lado, desejam salários cada vez melhores, bem como o reconhecimento e recompensas por suas conquistas dentro da empresa.

O setor que atua como balança é o RH, intermediando a vontade das duas partes. Por isso, é importante que os profissionais de RH saibam pensar de forma estratégica, planejar o que será feito, calcular o ROI dos investimentos e garantir grandes resultados.

Contornando situações adversas

Para finalizar, é importante lembrar que o principal insumo do RH são as pessoas. É muito prazeroso e gratificante trabalhar com elas, mas também é certo que existem diversos contratempos que tornam essa atividade desafiadora e, algumas vezes, estressante.

É possível destacar a gestão de conflitos interpessoais ou intergrupais, que sempre existirão, por melhor que seja o clima organizacional e a comunicação interna. Outra situação adversa é a insatisfação dos profissionais da empresa, que deve ser tratada com certo “jogo de cintura” por meio da equipe de gestão de pessoas.

Agora você entende por que a resiliência é uma das principais missões do RH. É indispensável atuar com foco e determinação, mantendo-se firme em meio às adversidades que surgirem ao longo do caminho.

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Por: Fernanda Fuhrmeister

Diretora de Operações na Grou, Psicóloga e empresária. Nasceu no dia de São Francisco, naturalmente protetora e apaixonada pelos animais. Sua missão é impactar positivamente as pessoas, através de seu trabalho.

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