Resiliência e absenteísmo: entenda sua relação

9 meses atrás - por: Mariane Brusa

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Hoje em dia, com a quantidade significativa de conhecimento e ferramentas disponíveis, é fundamental que sua empresa atente-se continuamente para a relação estabelecida com os colaboradores, fator determinante para a obtenção de melhores resultados. Neste contexto, a resiliência e o absenteísmo são pontos de extrema importância para qualquer RH.

A atenção a estes conceitos é imprescindível para um bom engajamento do público interno de qualquer empresa. Neste post, vamos explicar a você o que são resiliência e absenteísmo e qual é a relação entre esses dois termos. Fique ligado!

O que são resiliência e absenteísmo?

A resiliência é um conceito originário da física que tem como conceituação primeira a capacidade que alguns materiais possuem de, após terem sido submetidos a condições adversas, voltarem a seus estados originais sem deformações.

Nas ciências humanas, por sua vez, esse termo passou a ser empregado para se referir à propensão que as pessoas têm de superarem as adversidades sem serem afetadas de forma negativa, característica que pode ser bastante frutífera tanto na vida profissional quanto pessoal.

Já o absenteísmo diz respeito à ausência física do colaborador em seu local de trabalho. Normalmente, ele é associado ao desengajamento do funcionário que, em determinada medida, ocorre por aspectos da própria empresa, como ambiente inadequado de trabalho, volume excessivo de tarefas, mau relacionamento das equipes, falta de ergonomia, entre outros.

As principais causas do absenteísmo são os transtornos alimentares e de sono, a fadiga e o estresse, problemas que conferem um alto custo às empresas e afetam negativamente na qualidade de vida das pessoas.

Qual é a relação entre esses dois termos?

Em uma pesquisa realizada no Brasil pela International Stress Management Association (ISMA-BR), o estresse foi apontado como o responsável pelo aumento de 140% dos gastos trabalhistas do país nas últimas décadas. A estimativa é de que esse prejuízo corresponda a quase 4% do PIB nacional, representando cerca de 80 bilhões de dólares.

A pesquisa também apontou que os principais motivos de ausência no trabalho estão relacionados ao estresse. Ele acarreta em afastamentos por licença médica, abstenções por motivos diversos e faltas justificadas ou não.

Além disso, o estresse é determinante para a baixa produtividade, para o presenteísmo (prática que explicaremos mais adiante) e para o turnover e o burnout. Com isso, ainda que alguns desses pontos impactem diretamente nos custos ligados a tratamentos, internamentos e consultas, os maiores prejuízos gerados nem sempre são mensuráveis.

Nesse contexto, a resiliência funciona como um importante amortecedor contra o estresse, contribuindo bastante para a melhoria dos índices de absenteísmo em sua empresa e na consequente otimização dos resultados. Por ser uma capacidade, aliás, ela pode ser continuamente desenvolvida e aprimorada nos colaboradores, conferindo uma maior estabilidade à sua empresa.

A seguir, falaremos sobre como o absenteísmo e o presenteísmo prejudicam as empresas e quais são as melhores formas de desenvolver a resiliência nos colaboradores.

Qual é o prejuízo do absenteísmo e do presenteísmo nas empresas?

Ao contrário do absenteísmo, em que os colaboradores ausentam-se das empresas por motivos diversos, o presenteísmo diz respeito a estar presente nos postos de trabalho mas, ainda assim, não realizar as obrigações de forma eficiente, satisfatória e completa.

Assim, ainda que as pessoas não sejam robôs e, por vezes, necessitem de alguns momentos de abstração, sobretudo entre uma tarefa e outra, os momentos de improdutividade excessivos podem ter um impacto imenso nos resultados obtidos por sua empresa.

Os prejuízos gerados pelo presenteísmo, além disso, são ainda menos evidentes do que os do absenteísmo, já que aparentemente o colaborador está desempenhando suas funções.

Ainda assim, tanto os malefícios gerados pelo absenteísmo quanto pelo presenteísmo são imensos, pois esses fenômenos desmotivam as equipes de trabalho, desengajam o público interno, pioram a qualidade dos resultados entregues e comprometem na perspectiva de crescimento das empresas.

Como desenvolver a resiliência nos colaboradores?

Uma das principais maneiras de reduzir o absenteísmo, o presenteísmo e outras práticas similares nas empresas é oportunizando o desenvolvimento da resiliência nos colaboradores.

Ainda que os gestores, evidentemente, não consigam evitar situações de estresse e de risco o tempo todo, é possível preparar os colaboradores para que eles reajam de maneira positiva às pressões e dificuldades.

Abaixo, falaremos de três pontos fundamentais para o desenvolvimento da resiliência nos colaboradores.

Perfil de resiliência

Atualmente, temos o entendimento de que todas as pessoas são resilientes em determinado grau e possuem diferentes perfis de resiliência, que podem ser identificados por meio de questionários específicos que, posteriormente, vão contribuir para a gestão dos colaboradores.

Dessa forma, para a determinação do perfil de resiliência dos profissionais, as ferramentas utilizam-se oito aspectos:

  • autoconfiança;

  • otimismo;

  • direção com propósito (ou seja, ter objetivos claros);

  • adaptabilidade;

  • criatividade (para encontrar alternativas);

  • orientação para o desafio (aprendizado por meio dos erros);

  • controle emocional;

  • busca de apoio.

Esses aspectos ajudam a traçar um melhor perfil de resiliência do profissional e, de acordo com o intuito de sua empresa, podem ser desenvolvidas por meio de workshops e programas específicos de coaching, práticas de bastante sucesso entre as empresas.

O importante é que você saiba que, independentemente da ação tomada, uma coisa é fato: níveis mais altos de resiliência estão intimamente relacionados a menos problemas de saúde física e psicológica. Portanto, busque desenvolver essa característica em seus colaboradores e adequá-los ao seu propósito.

Entender para propôr

Nunca se esqueça que a chave para o sucesso são as pessoas: elas devem ser constantemente valorizadas e engajadas no propósito de sua empresa. Além disso, não é porque algo deu certo em determinada empresa que também será efetivo na sua.

Assim, é imprescindível que cada empresa reconheça suas próprias especificidades, escute as demandas de seus colaboradores e tome medidas da maneira mais adequada possível. Não há uma métrica geral nesse sentido, mas a franqueza no diálogo, claro, é um meio importante para encontrar melhores resultados para a sua empresa.

Entender melhor as expectativas dos funcionários e compartilhar as projeções da empresa torna mais fácil o caminho para o sucesso. Caso sua empresa queira conferir um benefício aos colaboradores, por exemplo, a dica é ouvir as demandas em um primeiro momento para, posteriormente, definir qual política vai ser tomada.

Lembre-se: quanto mais os colaboradores são ouvidos e passam a se sentir envolvidos com os projetos, mais resilientes eles serão.

Dar feedbacks contínuos

Por último, um elemento fundamental para desenvolver a resiliência em seus colaboradores é provendo feedbacks contínuos.

Complementarmente aos tópicos anteriores, quanto melhor você informa seus colaboradores e os mantém atualizados em relação a suas situações, mais próxima fica a relação de vocês e, consequentemente, mais cientes dos procedimentos eles ficam.

Isso aumenta, inclusive, a disposição dos profissionais em trabalharem com maior autonomia, tentando novos procedimentos e alavancando suas performances. Quando você deixa claras as metas e as expectativas, a tendência é que o engajamento dos profissionais aumente, diminuindo possíveis problemas como o absenteísmo.

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Por: Mariane Brusa

Gestora de produto na Grou, psicóloga e com uma visão otimista da vida! Especialista em assessment e formação em Psicologia Positiva. Apaixonada por estudar o comportamento humano e acredita no constante aprimoramento e desenvolvimento das pessoas.

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