Resiliência no ambiente de trabalho: uma capacidade essencial

7 meses atrás - por: Mariane Brusa

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O mercado de trabalho está em constantes mudanças decorrentes da globalização, dos avanços tecnológicos, da competitividade, da cobrança por resultados e da instabilidade econômica e política do Brasil.

Essas mudanças geram pressão por cumprimento de metas, aumento da responsabilidade, stress e desafios dentro das empresas. Além das pressões do trabalho, o indivíduo ainda tem que lidar com o stress da vida diária, como trânsito, segurança, problemas de relacionamento e pressões financeiras.

A maneira como cada pessoa reage a essas situações depende da atitude de cada uma. Se fosse necessário mudar os planos, isso seria encarado de forma assustadora ou desafiadora? Se tivesse diante de um problema, o mesmo seria evitado ou enfrentado? Essa variação de reações está relacionada ao perfil de resiliência de cada um.

A resiliência é um conceito originário da física e significa a capacidade que alguns materiais têm de voltar ao seu estado original sem deformação após ser submetido à pressão. Na ciência humana, é definida como a capacidade do indivíduo de superar adversidades sem ser afetado por elas de modo negativo e permanente.

No século XXI, a capacidade do profissional em lidar com as dificuldades e transformá-las em oportunidades é apontada por 71% dos executivos como a mais valorizada competência no mercado de trabalho, conforme dados de pesquisa da Consultoria Accenture.

Cada vez mais no ambiente organizacional é esperado que os colaboradores consigam suportar a pressão diária e lidar com as mudanças e exigências da empresa. Mais do que isso, que os profissionais sejam capazes de se adaptar de maneira rápida e eficaz aos novos desafios, atuar com competência mesmo sob pressão, demonstrar criatividade e encontrar soluções, mesmo com poucos recursos, e manter a calma, a integridade e a alta performance em situações adversas.

Pesquisas indicam que a resiliência está relacionada a altos níveis de engajamento e performance dos funcionários e a uma melhor saúde e bem-estar, pois atua como um “amortecedor” contra o stress e burnout.

Algumas organizações, por entenderem a importância de promover a resiliência em seus colaboradores, implementaram programas de desenvolvimento dessa capacidade. O resultado do desenvolvimento da resiliência são funcionários mais engajados com a empresa, melhora no desempenho e na eficiência nas tarefas e redução da incidência de doenças e de acidentes, bem como dos efeitos do stress na organização.

Mas como identificar um profissional resiliente?

A A&DC, multinacional da Inglaterra líder mundial em análise de perfil comportamental, define a resiliência como: Capacidade do indivíduo de se adaptar positivamente a pressão, adversidades, desafios e mudanças a fim de atingir e manter o pico da eficácia pessoal. Entende que todos os indivíduos são resilientes, mas cada um tem o seu perfil de resiliência.

Partindo dessa premissa, desenvolveu o Questionário de Resiliência, que é a primeira ferramenta voltada para o ambiente organizacional. O objetivo da ferramenta não é dizer se a pessoa é resiliente ou não, mas de compreender o perfil de resiliência do colaborador, quais seus pontos fortes de resiliência e como desenvolver cada um dos oito componentes da resiliência mensurados pela ferramenta: otimismo, adaptabilidade, busca de apoio, direção com propósito, criatividade, autoconfiança, orientação para o desafio e controle emocional.

Em ambientes organizacionais é importante desenvolver a capacidade de resiliência dos colaboradores em razão da necessidade de resultados e adaptações para atender o mercado que está em constantes mudanças e a cada dia exige mais dos profissionais. O desenvolvimento da resiliência é essencial para a permanência do profissional em qualquer ambiente de trabalho, principalmente em cargos de liderança onde há mais pressão, maior será a exigência de tomada de decisão, dinamismo, produtividade e cumprimento de metas.

Portanto, para ser assertivo na identificação de talentos e no desenvolvimento dos componentes de resiliência, é fundamental conhecer o perfil de resiliência de cada colaborador. Esse é o ponto de partida para o aumento da resiliência e para identificar como o colaborador responderá diante das mais diversas situações de pressão no trabalho.

 

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Por: Mariane Brusa

Gestora de produto na Grou, psicóloga e com uma visão otimista da vida! Especialista em assessment e formação em Psicologia Positiva. Apaixonada por estudar o comportamento humano e acredita no constante aprimoramento e desenvolvimento das pessoas.

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