Você está no caminho do RH do futuro? Entenda mais

6 meses atrás - por: Fernanda Fuhrmeister

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O que vem à sua mente quando ouve falar em tecnologias, como People Analytics, Inteligência Artificial e software de gestão? Talvez você pense na área de tecnologia da informação. Porém, essas ferramentas virtuais estão “desenhando” o cenário de outro setor importante: o RH do futuro.

Essa revelação o surpreendeu? Então, é hora de você ficar mais atento às transformações que estão acontecendo no RH moderno. Para ajudá-lo, explicaremos essas mudanças e também como saber se a sua empresa está acompanhando o ritmo da inovação empresarial. Continue a leitura e entenda!

O que é o RH do futuro?

Há algum tempo, o RH não passava de uma “estrada de mão dupla” percorrida pelas pessoas que eram admitidas ou demitidas na organização. Além disso, por vezes, a equipe dessa área era contatada por outros departamentos para fornecer informações sobre um funcionário.

Essa postura do RH fez com que o setor fosse encarado como um organismo passivo e, até mesmo, descartável dentro da companhia. No entanto, ao longo dos anos, essa área vem mostrando seu valor e, para isso, uniu forças com a tecnologia.

Com isso, bons frutos estão sendo gerados, e o RH está pintando o seu novo rosto. Hoje, esse setor participa de todas as decisões e estratégias que afetam os rumos da empresa.

Além disso, o RH tornou-se responsável por cuidar do capital humano da instituição, o que significa:

  • atrair talentos;
  • reter os melhores profissionais;
  • engajar a equipe interna; e
  • ajudar os colaboradores no alcance do melhor de seu desempenho.

Todas essas atribuições definem o perfil do RH do futuro.

Como saber se o RH está no caminho certo para o futuro?

Para discernir se o RH de sua empresa está na estrada para o futuro, é importante fazer uma análise do alicerce que sustenta a organização. E qual é o pilar central dessa estrutura? A cultura interna.

Quando a inovação permeia essa cultura, a organização abre as portas para que novas ideias de realização de serviços moldem as suas demandas. Para isso, algumas instituições adotam ações que fomentam a prática da inovação, como:

  • o uso de plataformas colaborativas;
  • o processo de benchmarking; e
  • a realização de hackathons internos e externos.

Outro fator que sinaliza se a organização está com o RH voltado para a posteridade é a ligação entre esse setor e a alta liderança. Esse relacionamento deve ser o mais próximo possível, como se ambos andassem de mãos dadas.

Sendo assim, não pode haver barreiras que impeçam essa comunicação. Desse modo, diante de uma definição de metas, o RH não será o último a ser consultado, mas trabalhará junto nesse projeto.

Por exemplo, digamos que a empresa queira desenvolver um programa interno de capacitação e desenvolvimento de líderes. Nesse caso, o RH deve fornecer dados sobre as competências comportamentais de cada colaborador.

Com base nisso, serão escolhidos os profissionais que mais se ajustam ao perfil de um líder. Após, o RH ajudará o CEO da organização na estruturação desse processo de treinamento e mensurará o desempenho de cada um dos participantes chegando, assim, aos que se qualificam para ocupar a dianteira da empresa.

Diante da situação apresentada, você conseguiu perceber que o RH do futuro não trabalha na subjetividade, mas em padrões embasados em fatos e dados. Além disso, esse setor conta com o direcionamento dos profissionais que estão à frente do negócio.

Quais são as tendências para o RH do futuro?

Até agora, tratamos de processos que já fazem parte da rotina das empresas que dispõem de um RH moderno. No entanto, será que é possível visualizar as tendências que se perpetuarão nos próximos anos nesse setor? Podemos, sim, e apresentaremos algumas.

Plano de carreira

A implantação de um plano de carreira estruturado é um dos quesitos mais importantes para o sucesso das empresas e continuará sendo uma tendência forte no RH do futuro.

O motivo disso é que a nova geração de profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho quer ter uma visão clara de sua trajetória dentro da organização em que deseja trabalhar.

É por isso que as empresas que mais atraem talentos do mundo corporativo investem alto na estruturação desse processo e, como resultado, conseguem reter esses prodígios e engajá-los com as metas do negócio.

Transparência nas informações

A divulgação de projetos e processos de forma aberta e clara é um hábito muito estimado pelos novos profissionais. Devido a isso, o RH do futuro investe em mecanismos que facilitem a transparência das informações. E as redes sociais corporativas representam um desses recursos utilizados.

Essa ferramenta permite que todos os envolvidos em uma tarefa possam discutir sobre cada etapa de um projeto, propondo soluções e apresentando ideias. Além disso, os novos formatos de reuniões, que são mais descontraídas, fomentam a integração e a comunicação de toda a equipe.

Feedbacks

Um dos deveres do RH do futuro é fortalecer o diálogo entre a liderança e os subordinados. Fazendo isso, o gestor conhece melhor os membros de sua equipe e pode oferecer conselhos para que aprimorem os seus serviços. Em vista disso, algumas empresas têm modelos mensais ou bimestrais de feedbacks.

Quando um profissional recebe essas orientações de seus superiores, ele se torna mais confiante e mais conectado aos rumos da empresa. Com o tempo, a organização passa a contar com um time interno mais qualificado e próximo da excelência.

Mapeamento do perfil comportamental

O uso de tecnologias, como o People Analytics, tem ajudado as empresas a entender melhor as competências e o comportamento dos profissionais. De acordo com Bem Waber — escritor do livro People Analytics: How Social Sensing Technology Will Transform Business and What It Tells Us about the Future of Work —, esse sistema é a expansão da fronteira da ciência e da tecnologia para a gestão de pessoas.

Com essa ferramenta, é possível contratar um profissional compatível com um determinado cargo. Dessa forma, o capital humano fica mais eficiente e homogêneo. E um dos benefícios disso é que a taxa de rotatividade diminui.

Além disso, quando a organização aumenta a sua empatia por querer conhecer melhor os seus colaboradores, eles se tornam pessoas mais criativas, felizes, seguidoras da marca e especialistas no que fazem.

Em vista disso, a companhia começa a manejar corretamente o seu time, criando equipes com perfis comportamentais diferentes, mas que se complementam. Isso faz com que os serviços internos atinjam o melhor resultado possível.

Sendo assim, abra as janelas de sua organização para que os ventos da inovação circulem livremente. Se fizer isso, o seu negócio estará na estrada para um futuro de sucesso.

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Por: Fernanda Fuhrmeister

Diretora de Customer Success na Grou, psicóloga e empresária. Sua missão é impactar positivamente pessoas e empresas através de tecnologias inovadoras para Gestão de Pessoas.

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